Especial Coachella, ella, ella.

Desde a transferência do Rock in Rio para a genérica capital lusitana, nós, brasileiros, temos contentado-nos cada vez com menos quando se trata de grandiosidade de shows de rock. É muito  comum ver mega-bandas sendo ‘abertas’ por grupinhos nacionais (sem qualquer indireta ao Los Hermanos, por favor), tendo como exceção aqui e acolá eventos tal qual a Virada Cultural de São Paulo.

Eu digo isso, claro, poucos dias depois do término de um dos maiores festivais de rock do mundo, o Coachella, armado no meio de um deserto da California. Em sua oitava edição, o evento alcançou uma absurda dimensão, gradualmente conquistada ao longo dos anos, que agora rivaliza a de tradicionalíssimos festivais como o Lollapalooza e o Ozzfest.

Dividido em três dias, o Coachella uniu o melhor do velho e do novo, do indie e do mainstream, do avant e do classic. Meu intuito com este post não é ser detalhista, até porque lá eu não estava, mas apresentar o festival e algumas de suas bandas.

Dia 1 – 17 de Abrilcoachella-paul

Encabeçado por nomes jurássicos, o primeiro dia esbanjava apresentações de sir Paul McCartney, Morissey e Leonard Cohen. Os garotos do Franz Ferdinand eram o chamariz de um lineup de rock moderno que incluia também nomes como Beirut, We are Scientists e Noah & The Whale.

McCartney e o septagenário Cohen minimizaram o abismo entre as gerações com setlists que desavergonhadamente apelavam para inquestionáveis e atemporais sucessos; destaque para Eleanor Rigby e Hallellujah, respectivamente. Já o Franz pulou entre faixas de seus antigos trabalhos, como Take me Out, e do fresquíssimo Tonight, como o hit Ulysses, gerando empolgação instável na platéia. E o Beirut, por se encaixar perfeitamente no espírito mais laid-back do festival, contou com reações inesperadamente afetivas do público, como se pôde notar em Nantes.

coachella-franz

Conclusão: um primeiro dia MONSTRO.

Dia 2 – 18 de Abril

O segundo dia do festival veio para deixar satisfeitos os pseudo-indies carregados pelo agora-mega-banda Killers. M.I.A.? Thievery Corporation? Bah. Tudo bem, confesso uma coisa: o grupo do Brandon Flowers ainda destrói com as músicas antigas; Mr. Brightside, For Reasons Unknown, Read my Mind e Smile like you Mean it estão aí para provar isso.

O resto foi uma mistura de eletrônica com hipster-garbage, enfraquecido pelo fato de que a originalmente cotada Amy Winehouse foi substituida pela funkeira-wannabe M.I.A., fato que acarretou em óbvias perdas de qualidade sonora.

Conclusão: relevável.

coachella-yysDia 3 – 19 de Abril

No terceiro e último dia do Coachella, antigo e novo, lado A e lado B, convergiram para criar um line-up interessante e variadíssimo. Quem poderia imaginar, afinal, que um festival juntaria, no mesmo palco, os dinossauros do The Cure, os sobreviventes do shoegaze My Bloody Valentine e o dance dos Yeah Yeah Yeahs? Isso sem falar nos caras do Peter Bjorn & John, que recentemente lançaram um bizarríssimo disco, e no “ei, eu ouço isso na academia” Groove Armada.

Todas apresentações acabaram sendo verdadeiros presentes aos fãs, principalmente os shoegazers que aguardam pacientemente (ingenuamente, perhaps) um disco novo do MBV que esteja à altura da banda responsável por Loveless. O The Cure foi o The Cure de sempre; subiu no palco, mal falou, o Robert Smith lamentou o movimento emo e quase morreu no fim do show. Já o Yeah Yeah Yeahs foi a mesma cluster fuck de sintetizadores e basslines – veja Zero – de sempre, e o Groove Armada armou uma atmosfera perfeita pra levantar uns quilos no supino.

Conclusão: eclético sem ser um fiasco. Ótimo último dia.

coachella-crowd

Depois disso tudo, só resta dizer uma coisa: projeto Coachella 2010. (Aceito doações)

Links:

Site Oficial

Artigo da Rolling-Stone

Galeria de Fotos

Wrap-up do primeiro dia (inglês)

Wrap-up do segundo dia (inglês)

Lista completa dos videos do Killers no Coachella (excelente qualidade)

Wrap-up do terceiro dia

Playlist do dia 3

Vlog do Festival

2 Comentários

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2 Respostas para “Especial Coachella, ella, ella.

  1. daniel

    nem todo emo er gay, sou hun i tenho prova’s!!!!!!

  2. daniel

    nem todo emo er gay ou bi,!!!!!

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