Smog/Você quis dizer- poluição atmosférica: Bill Calahan – A River Ain’t Too Much To Love

Começo meu segundo post no faixaseis, depois de um grande hiato, causado pelos mais variados motivos, que não são importantes neste momento. Neste falarei sobre um dos artistas mais interessantes que conheci no ano passado (e que também tive a sorte de assistir a um show dele, por quatro reais).

Trata-se do americano de Silver Spring, Bill Calahan (também conhecido pelo pseudônimo Smog). Seu som é um country/folk alternativo e lo-fi, com melodias leves e densas, calmas e tensas, numa paradoxal harmonia. Seria um Johnny Cash misturado com Joy Division (o vocal barítono e country do primeiro e o mesmo vocal barítono e melancólico do segundo). Suas músicas são muito melancólicas, fortes, às vezes depressivas, exatamente o necessário em um dia com tais características.

Como já disse, tive a sorte de presenciar seu show, numa quinta-feira à noite, para uma pequena plateia (sentada e silenciosa). Sentado na segunda fileira, bem de frente ao pedestal do microfone. As luzes, antes apagadas, se acendem, e entra o cantor, acompanhado de seu baterista. Smog, como que saído de um filme western aparece com sua Telecaster, ligada ao seu pequeno Vox, barítono marcante, sotaque americano.

O show foi extremamente intimista, fechado, restrito; como se ele cantasse para si mesmo, num dia em que deu tudo errado, com desilusões amorosas, digno de um cantor de folk.A apresentação foi incrível. Não fala muito. Reclama um pouco (do som, e de um blecaute que teve no auge de uma das músicas, e dos choques que o microfone dava). Foi para fechar os olhos, ouvir com atenção, balançar a cabeça levemente, pensar.

Quanto aos seus álbuns, sugiro Red Apple Falls (1997), mas principalmente seu décimo primeiro álbum, A River Ain’t Too Much to Love (2005), com as músicas que mais me chamaram atenção. “Palimpsest”, “Rock Botton Riser” e “I Feel Like the Mother of the World”, são, para mim, os principais destaques. No entanto, recomendo ouvir os outros álbuns, e outras músicas. Trata-se de um artista muito talentoso e interessante.

Bill Calahan A River Ain’t Too Much to Love (2005)

(clique na capa e baixe o album)

4 Comentários

Arquivado em Bill Calahan, Johnny Cash, Joy Division

4 Respostas para “Smog/Você quis dizer- poluição atmosférica: Bill Calahan – A River Ain’t Too Much To Love

  1. Lari Almeida

    quem ser vose? o.o

  2. Lari Almeida

    Ain tem muito romitelli aqui.
    Estou me sentindo intimidada ok.

  3. Gabriel Romitelli

    Mais um Romitelli. Primo dos outros dois. Prazer.

  4. Beth Ponte

    obrigada por disponibilizar o cd, estava procurando há um tempo😉

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