Reloaded: Beirut – The Flying Club Cup

Saudações floripanas, caros (e raros) freqüentadores do faixa seis. É com enorme prazer, pois, que lhes apresento um dos indiscutíveis elementos do meu mesopotâmico e altamente questionável pináculo quintuplo de obras musicais (um top 5, oras).

O Beirut vocês já devem conhecer; foi introduzido no post sobre o EP Elephant Gun, onde é destrinchado como uma espécie de pseudônimo do vocalista e caracterizado por seu som trabalhado e único. O disco em si apresentava algumas falhas; faltava a ele a consistência típica daqueles orquestrados por grupos maduros.

O tempo, no entanto, foi gracioso com a banda de Zach Condon. Depois do apenas mediano Gulag Orkestar, ela foi capaz de construir um album poderoso, que atinge aquilo que muitos outros almejam; ser formado por faixas inebriantes e grandiosas, todas elas com pequenos charmes que as tornam não só ouvíveis, mas únicas. The Flying Club Cup, afinal, representa o auge de um conjunto que tem como máxima a inovação e a pluralidade sonora.

Nantes, cadenciada e sóbria, dá o tom ao disco e expõe alguns pontos da temática recorrente nas letras de Condon; o fascínio pela Europa, o bucolismo, a tímida melancolia ao lidar com o amor, o tempo e seus efeitos. Seguindo a mesma linha, A Sunday Smile possui um refrão marcante e é, sem dúvida, uma das minhas favoritas. Segue Guyamas Sonora, dona de um último minuto que, marcado pela percussão, complementa perfeitamente a ótima letra. Depois de La Banlieue, instrumental e apenas regular, vem Cliquot, cujo ponto forte é, novamente, sua lírica.

E a próxima, meu deus! The Penalty consegue beirar a perfeição ao aliar um iniciozinho composto somente por uma linha de violão a uma posterior e singela entrada de outros instrumentos. Se ao menos evoluísse um pouco mais… Forks and Knives, por sua vez, decepciona um pouco com sua entrada exagerada, mas conserta com aquilo que restou. Destaque também para os momentos finais de Un Derrier Verne e para Cherbourg, que compartilha alguns versos com Nantes. Por fim, a homônima The Flying Club Cup fecha as cortinas de forma espetacular e adequada.

Fã da banda ou não, consigo apontar alguns (pequenos) probleminhas neste album. Sente-se, sim, falta de evolução em algumas faixas, que podem soar, por vezes, repetitivas. Nada muito além disso, no entanto.

Reze, reze para que eles venham para o Tim Festival!

Beirut – The Flying Club Cup (2007)
Rating: 4,85 de 5 praias sulinas. (Clique na capa para fazer o download)

2 Comentários

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2 Respostas para “Reloaded: Beirut – The Flying Club Cup

  1. Concordo plenamente contigo..
    Muito bom o teu blogue..😀

  2. larialmeida

    mesopotâmico, pináculo… gente, voce tá que tá, hein.

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