Losing Touch: The Killers – Day & Age

Wow. De tempos em tempos, uma banda querida consegue se reinventar de forma genial, sem perder os fãs mais xiitas e ficando ainda melhor. O The Killers não fez nada disso; preferiu gravar um insulto revestido de disco.

Não escondo, tive minhas expectativas frustradas. Alguns argumentam que o resultado já era previsível, visto o relativo passo pra trás dado com o Sam’s Town em relação ao primeiro cd dos caras. Não concordo, já que o Day & Age mais parece uma piada sem graça do que o Killers já foi.

Me diga, como que uma banda dona de faixas como Andy, you’re a star, On top e Smile like you mean it se transforma em uma mistura bizarra de péssimas influências dos anos 80 e linhas do que os americanos chamam de “world music”? Não consigo deixar de imaginar o Flowers, o produtor, ou, sei lá, o Santanna dizendo “hey, Joy Ride tá legal, mas por que a gente não coloca um baixo e uma guitarra de música cubana, uns solos ridículos, um saxofone pior ainda e um violãozinho do Bob Sinclair?”

Eis, aliás, a questão; as músicas recorrentemente erram nos detalhes. Você pode então pensar: ah, esse cara tá procurando pêlo em ovo. Como eu adoraria que esse fosse o caso, mas não é. Pegue, por exemplo, o riffzinho enjoado de Human – seria passável, não fosse o sintetizador desnecessário e a letra infantil. “Are we human, or are we dancers?” Poupe-me.

Resumindo o resto, Spaceman é genérica, A Dustland Fairytale é sem graça e This is your life é simplesmente brega. Não sei o que é pior, a harpa no começo de I Can’t Stay ou o ritmo de The World we live in, uma fusão de mau gosto de Ian Brown com, sei lá, Britney Spears. Neon Tiger, por sua vez, é uma cópia fajuta do clima de Read My Mind. Ah, isso sem falar no tesão que eles aparentam ter desenvolvido ao longo do tempo por efeitos de eco nos back vocals.

O mais irônico disso tudo é que a primeira faixa tinha me deixado com esperança! Losing Touch é perfeitamente ouvível, ao lado da bônus Forget about what I said. Esqueci de mencionar uma ou outra, mas, sinceramente, você não está perdendo anda.

Epic Fail. O Killers realmente está losing touch.

Ps: alguém fala pros caras do King Crimson entrarem com o processo de plágio. Joy Ride é praticamente uma paródia de One More Red Nightmare.

The Killers – Day & Age (2008)
Rating: 1 de 5 decepções ardilosas.

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