Karma, Karma Camelão

Se fosse leitor assíduo de Caras, estaria companhando tudo que tem rondado o recente namorico entre Marcelo Camelo e nossa musa-teen do folk brasileiro, Mallu Magalhães. Em vez disso, gastei algumas horas das minhas últimas semanas pra conferir o disco solo do rapaz, a mim recomendado por uma ótima amiga.

Todos sabemos que, se o Los Hermanos era uma mistura de rock dos anos 60 com MPB e samba, o Camelo contribuía nominalmente com a segunda parte. Por isso mesmo, o Sou é repleto de acordes suaves e exala música brasileira, arriscados aqui e ali alguns ritmos ou sons mais ousados. Já a qualidade de gravação vinga os 10 meses cuidadosamente gestados.

Em termos gerais, o album é bem homogêneo. Há faixas mais voltadas para o trabalho com o violão, tal qual Passeando e Saudade, enquanto outras parecem com alguns hits calmos de sua época de banda, como Mais Tarde. O acordeon de Liberdade é uma bem-vinda novidade ao meio do cd, Copacabana é feliz demais para meu gosto e a pareceria dele com a Mallu em Janta ficou interessante. Minha favorita? Santa Chuva e seus violinos.

Veredito final: um disco puta agradável, mas não passa muito disso. Bom para um fim de tarde na rede – de praia, por favor.

(Não entendeu a capa? Tenta olhar de ponta-cabeça)

Marcelo Camelo – Sou (2008)

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