Beef, Iron & Wine

Como talvez perceberam, eu, Eduardo, apreciador do caótico e muitas vezes arrítmico rock progressivo de Gentle Giant, Emerson Lake & Palmer, Van der Graaf Generator e afins, ando tendendo ao folk, músicas quase minimalistas, suaves, agradabilíssimas a todos, imagino. E posso afirmar com bastante certeza que a banda que apresento-lhes hoje é uma ótima síntese dessa minha ‘fase’, assim pondo.

Trata-se de Iron & Wine, auto-expressão musical de Samuel Bean, mais um americano averso à definição de banda como uma obra musical constituída por mais de um membro. Ao contrário de Beirut, porém, o álbum inicial não contou com contribuições externas, mas apenas com a voz de Bean e instrumentos tocados pelo mesmo. Ao ouvir o primeiro álbum, impressione-se com o fato de que foi inteiramente gravado em um estúdio na casa do compositor, com um gravador de quatro faixas(Isso, caso não tenha entendido, quer dizer que apenas quatro ‘sons’ poderiam ser adicionados à música, considerando que ele é apenas um.).

Muitas vezes comparado a Nick Drake, Elliot Smith e outros nomes clássicos do folk, a sonoridade do Iron & Wine logo se difere pelo sempre presente banjo nas músicas, além da inusitada slide guitar, ambos tocados por Bean. Integrando-se com o quê roots dos arranjos de violão, as atrevidas notas tocadas no instrumento africano aproximam-no, mesmo que de maneira longínqua, da música celta.

Como era de se esperar, o álbum de estréia do Iron & Wine, The Creek Drank The Cradle, é marcado pela simplicidade quase rústica da sonoridade, com melodias calmas e letras expressivas. Destaque para Upward Over The Mountain, feita em homenagem à sua mãe. O segundo álbum, Our Endless Numbered Days, gravado em um estúdio profissional, conta, como era de se esperar, com um som levemente mais rico, embora mantendo a presença apenas de instrumentos acústicos. Além disso, houve contribuição de outros músicos, mas sem dissipar a áurea inebriante de Bean. No mais recente álbum, The Shepherd’s Dog, já com uma presença maior de guitarras elétricas e músicos externos, entre eles dois membros da banda Calexico, houve uma maior mudança no som, misturando desiguais doses de folk, música latina, jazz e southwestern rock, estes três últimos em menor quantidade.

Pela suavidade do primeiro e pela inovação do terceiro, são esses os que sugiro para você, curioso, entediado ou folk xiita. Resumindo, qualquer um.

Iron & Wine The Creek Drank The Cradle (2002)


Iron & Wine Our Endless Numbered Days (2004)

Iron & Wine The Shepherd’s Dog (2007)

(Clique nas capas para fazer o download)

1 comentário

Arquivado em Iron and Wine, Samuel Bean

Uma resposta para “Beef, Iron & Wine

  1. Daniel Argentino

    Valeu pelos álbuns. Eu tenho o primeiro “The Creek Drank The Cradle” gostei bastante. Vou baixar o segundo álbum de 2004.

    Abraço

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