Conflito de egos

No último dia de meu épico tour pelo Sul tupiniquim, queridos ‘guris’ e ‘gurias’, apresento-lhes um disco que considero duplamente imperdível. Lamento antes, no entanto, a atual e inexplicável hibernação de meu amigo e companheiro de blog, Iran Ribas, também conhecido como Willy.

Pois bem. Se o album Dark Side of the Moon é tido, por muitos, como aquele que marcou o auge do Pink Floyd, parecida unanimidade coloca Roger Waters como a principal mente criativa da banda, em especial na decada pré-A Momentary Lapse of Reason. É curioso notar, portanto, que sua recente carreira solo tenha alcançado tímida repercussão no meio musical, pontuada ainda por estranhos projetos como Ça Ira.

David Gilmour, por sua vez, tem acertado as pontas de um trabalho que começou sacudidamente em 78 e que é agora representado pelo ótimo On an Island, lançado dois anos atrás. Eis, aliás, a primeira razão pela qual o cd é delicioso; trata-se de um poderoso golpe no imenso monstro que é o ego de Waters.

Já a segunda, oras, é a própria qualidade de suas faixas. A suave On an Island, por exemplo, possui vocais e linhas de guitarra dignos das melhores composições de Gilmour na era floydiana. Destaque também para The Blue e para a instrumental Then I Close My Eyes, que precede Smile, doce e romântica. Com seu groove inconfundível e ignorante, no entanto, é This Heaven que marca o que o disco tem de melhor.

Uma boa introdução, portanto, para os esforços solos do ex-vocalista do The Pink Floyd Sound.

Próximo post: About Face, creio eu. (Ao menos, claro, que o Sr. Ribas queira falar algo a respeito).

David Gilmour – On an Island (2006)
Rating: 4,25 de 5 meodeos, comofass//?
(Clique na capa para fazer o download)

3 Comentários

Arquivado em David Gilmour

3 Respostas para “Conflito de egos

  1. Iran Ribas

    Caralho, mano… eu tenho algo a dizer:

    Aprende a colocar link pra download na capa do disco!

  2. carlos

    com que propriedade que dizes que o ego de waters é um “imenso mostro”?

  3. Iran Ribas

    O ego de waters é sim o tal “imenso monstro”. Não deixemos o fanatismo e a falta de auto-crítica causada pelo anterior ocultar as verdades dos nossos olhos. Roger Waters é e sempre será uma das figuras mais marcantes da história da música, principalmente do século XX… mas com um ego maior que si próprio.

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