Cabelos de Rodo e Rock ‘n Roll

Algumas décadas atrás, nos bizarros anos 60, o chamado mop top estava na moda, corte de cabelo heterogêneo e liso, típico de beatlemaníacos e ameríndios. Hoje, no psicodélico início do século XXI, o termo assume outro significado e denomina um dos maiores (erm.. melhores) expoentes do atual rock tupiniquim.

O Moptop, afinal, debuta com um album homônimo de inquestionável solidez, ainda que este tenha contado com a ajuda dos porcos-capitalistas-manipuladores-jabaístas da MTV. Como a Wikipedia brilhantemente coloca, trata-se de “uma banda carioca de indie rock formada em 2003 que alcançou certo sucesso mainstream recentemente na cena indie brasileira”, mesmo que isso seja de uma enorme e paradoxal ignorância.

Preconceitos à parte, a primeira coisa que impressiona no disco é a composição das letras, que alia perfeitamente as palavras ao ritmo sem criar incoerências no estilo Red Hot. A segunda é a harmonia dos arranjos, todos secos e enxutos, algo que a fita demo não possuía.

Destaque para a faixa inicial, Uma Chance, para o riffzinho de Paris e para O Rock Acabou, o som mais conhecido do grupo. Exalando as influências puxadas dos Strokes, Bem Melhor é uma das mais fortes do album, ao lado da charmosa Tão Certo. Já seu auge, pessoalmente, dá-se com a balançante Seja Até o Fim, que precede a ótima e derradeira Leve Demais.

Baixe. Ouça. Espere o segundo cd.

Moptop – Moptop (2006)
Rating: 4,25 de 5 pombos-correio presidiários.
(Clique na capa para fazer o download)

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