Com o pé direito no experimentalismo

Iniciando aqui como contribuinte e amigo dos donos do honorável Blog “Faixa Seis”, venho apresentar a vós essa obra-prima do rock experimental/heavy-metal.

“Seventh Son Of A Seventh Son” é um petardo do então quinteto inglês Iron Maiden, um álbum imbuído de passagens viajantes, arranjos progressivos, sonoridades espaciais, bateras aceleradas e contra-tempos imprevisíveis, timbres de guitarra com crunch, cheios de chorus e delay, além do clássico e marcante baixo de Harris.

Temos em “Moonchild” uma belíssima introdução de violão, que acaba por terminar o cd em sua última faixa, “Only the good die young”, seguida de riffs acelerados e um refrão melodioso e trabalhado.

Já na faixa “Infinite Dreams”, temos a impressão de entrarmos em uma alucinante viajem pelo entendimento do insconciente humano e a busca do intérprete pela seu próprio “eu”. Tudo regado à passagens melódicas baixo/guitarra na mais perfeita estética musical, sem perder a característica de um belo marco progressivo.

Em “Can I Play With Madness” e “The Evil That Men Do” , temos ainda a já referida sonoridade espacial que dá consistência à essa maravilhosa obra, mas aí com refrões mais pegajosos e teclados proeminentes, que fazem dessas duas faixas, clássicos do álbum.

“Seventh Son Of A Seventh Son” já entra como composição pesada e mais direta do álbum, misturada à uma viagem às terras gélidas da Noruega. Tem as melodias progressivas sedimentadas nos versos e o refrão mais direto e rápido, como se espera tradicionalmente do Maiden, e como se em um súbito momento de inspiração, resolvesse homenagear Rick Wakeman.

“The Prophecy” é a faixa épica do cd, com economia pela parte dos teclados e chorus de toda a sorte e uma linda introdução dedilhada de uma guitarra plugada num amp Fender.

Em “Clairvoyant” , já nota-se uma sonoridade diversa do resto do álbum com presença de acordes maiores e guitarras mais diretas, menos efeitos e ainda um tecladinho mandando na linha de frente. Indispensável!

Pra fechar, vem “Only The Good Die Young”, com aquele ar de fim de aventura e clima de mistério que todo som progressivo carece intrinsecamente. O quinteto inglês resolveu compor mesmo algo pra fechamento de álbum, um som que casa o empolgamento das primeiras músicas, os petardos e o clima de fim de uma linda obra-prima, que, se não puder chamar de heavy metal, pois que seja chamado de um belo rock experimental!

Fica a dica, imperdível!

Seventh Son Of A Seventh Son – Iron Maiden (EMI)

Rating : 4,9 de 5 pedacinhos de carpaccio

(Clique na capa para fazer o download)

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