Agosto 15, 2009

Que venham os céus azuis: Noah and the Whale – The First Days os Spring

É com grande alegria que descobri, há alguns dias, que Noah and the Whale, banda britânica que nos deliciou com um incrível álbum no ano passado – e que fez grande sucesso no verão europeu/americano- lançará, a 31 de agosto, seu próximo álbum, The First Days of Spring. Além do álbum, os membros da banda disseram que será lançado um filme junto, levando o mesmo nome. Meio curioso o nome do álbum, já que agosto/setembro são “os primeiros dias de primavera” do hemisfério sul, não do norte, ao qual pertencem.

No entanto, creio que o álbum-filme leva tal nome justamente em razão das faixas, do conteúdo. Noah pode ser facilmente associado a um dia de primavera, mais especificamente uma manhã, um vento soprando, refrescante, o sol já visível no horizonte, um bule no fogão esquentando a água para o café, a mesa arrumada.

Enfim, espero ansiosamente pelo dia do lançamento, e tenho certeza que The First Days of Spring será um dos mais elogiados álbuns deste ano. Por enquanto, a banda (seguindo a lógica atual de lançamento de álbuns: single-videoclipe-sessão de fotos-álbum vazando-lançamento oficial-turnê EUA/Europa) lançou seu single Blues Skies junto com o vídeo, de muito bom gosto, por sinal.

E seguem a linha do álbum anterior, com belas letras e aquele ar talvez melancólico, mas esperançoso. Ótimo!

Deixo aqui, por fim, o videoclipe de Blues Skies, junto com a letra. Abraços, até o próximo post.

This is a song for anyone with a broken heart
This is a song for anyone who can't get out of bed
I'll do anything to be happy
Oh cause blue skies are coming but I know that it's hard

This is the last song that I write while still in love with you
This is the last song that I write while you're even on my mind
Cause it's time to leave those feelings behind
Oh cause blue skies are coming but I know that it's hard

I don't think that it's the end
But I know we can't keep going
I don't think that it's the end
(I don't think that it's the end)
But I know we can't keep going
(But I know we can't keep going)

But blue skies are coming
(blue skies are coming)
Oh yeah blue skies are coming
(blue skies are coming)
Oh well blue skies are coming
But I know that it's hard



	
	
	
	

Julho 18, 2009

Glamour e sujeira oitentista: Elefant – The Black Magic Show

Segundo álbum da banda nova-iorquina liderada pelo argentino muy hermoso Diego Garcia que vem numa pegada mais tristonha em relação ao seu antecessor. Nesse disco os amores anteriormente conquistados em ‘Sunlight Makes Me Paranoid’, agora perdidos em ‘The Black Magic Show’ deixam uma aura mais sombria. Agora o trabalho é mais polido, limpo, com guitarras menos gritantes, ainda que conte com arranjos mais bem trabalhados.

A banda segue a linha do revisionismo oitentista, captando a essência dos anos 80 (trazida por The Cure, Duran Duran, New Order e Joy Division) e a transportando e modernizando com glamour e frescor para o século 21. Além de lembrar som levemente sujo de Sonic Youth e a garageira de Iggy Pop, reafirmando a era romântica do pop de NY e praticamente imune às influências do punk-funk que bate ponto no som de grupos como Franz Ferdinand e Bloc Party.

O disco vai do começo ao fim com belas melodias, linhas simples e bem marcadas de baixo (como as que apareciam em discos do Pixies) e montes de curiosidades – como o fato da banda ter convidado Don Gilmore para produzir o disco. Teclados e bateria chupados da new wave, vocal levemente choroso – qualquer semelhança com Morrissey não é mera coincidência -, letras melancólicas e uma vontade louca de fazer os outros dançarem são a tônica neste segundo disco do Elefant.

Logo na primeira faixa, iniciam com:  “The freaks have come out tonight, and they already have begun. There’s no difference between wrong and right. Welcome to the Black Magic Show.” Parecendo mesmo ser uma canção dos The Smiths.

É um álbum que se ouve bem, com faixas que à segunda e terceira audição, ficam entranhadas nos ouvidos, como em “The Clown” pelo romantismo a la David Bowie, os riffs delicados e o refrão pop e pesado de “Uh Oh Hello“, a nostálgica “Why“, a sombria e quase operística “My Apology“, a dançante (mas baseada em riffs distorcidos) “The Lunatic” e “Brasil“, que de referência ao país não há nenhuma, parecendo mais um fado.

Elefant é sinônimo de estilo, segurança e pose classuda. E The Black Magic Show pode não ser um álbum novo, mas é realmente muito bom, vale a pena baixar.

Elefant – The Black Magic Show (2006)

http://rapidshare.com/files/145228843/E-TBMS__GIRnR.zip

(Clique aqui para fazer seu download)

Julho 16, 2009

Sábado Animado: Dan Deacon – Bromst

Dan Deacon é a versão humana de um urso de pelúcia. Gordo, barbudo, ruivo e sorridente, despontou para a cena underground com o lançamento do hilariantemente intitulado Spiderman of the Rings, que, entre outras coisas, fornecia aos seres humanos a sensação mais parecida com tomar seu Sucrilhos matinal com heroína sem tentar fazer isso de verdade. O disco era uma verdadeira bomba de açúcar, explodindo cores, magia e frenesi durante todos os seus 45 minutos de duração. Referências a desenhos que apareciam a cada dois minutos, remixes de sons de animações antigas e até uma canção chamada “Pink Batman” fizeram um dos melhores lançamentos de música eletrônica de 2007.

Bromst é uma criatura completamente distinta. Despido da aura cartunesca de Spiderman, Bromst é um disco essencialmente comtemplativo, perfeito para se ouvir em barracas de acampamento sob a lua cheia ou algum outro momento do gênero, como já indica a inicial “Build Voice”. Dizer isso é quase dizer que Deacon atirou para o lado oposto do que o fez no outro disco. Bem, quase. Apesar de nenhuma faixa possuir a risada do Pica Pau remixada (embora “Baltihorse” pareça possuir vocais do Happy Tree Friends), “Snookered” beira aquela alegria inocente do antigo trabalho, com cânticos acelerados a tresloucados rpm. O disco não tem uma centerpiece forte e longa como “Wham City”, mas dilui suas progressões em cada faixa (a maioria ultrapassa 6 minutos).

Progressões são, basicamente, o charme do álbum. “On the Mountains”, com seu pseudocoral indígena crescente, acaba levando a uma espiral de zumbidos agudos e dissonantes, e que, por sua vez, leva ao que poderia ser o culto de uma tribo a algum ente da natureza. “Surprise Stefani”, a faixa seguinte, mostra como seria se esse culto desse errado, toda construída em cima de notas dignas de filme de suspense e um vocal perseguidor. Mesmo quando foge das progressões, a música consegue encantar, como no lusco-fusco da faixa de encerramento, “Get Older”. Essas faixas são capazes de fazer os mais acesos a dançar, sim, mas o álbum sempre dá um jeito de contrabalancear com seções muito suaves, proporcionando alívio à euforia, coisa que Spiderman of the Rings só dava quando terminava.

Bromst, afinal, acaba sendo o perfeito complemento para o seu antecessor, mesmo que seja uma obra inteira e não requeira nenhuma audição adicional para completar-lhe o sentido. É a reflexão pela reflexão, não sugerindo unidade temática nem nada parecido. Deacon apenas diz a você que o mundo à sua volta é pleno e está cheio tanto dos mais sombrios fantasmas quanto das pessoas com a capacidade mais absurda de celebrar. Daí em diante, se você quer saber ou fazer parte disso, é com você.

Dan Deacon – Bromst (2009)

Rating: 4 de 5 maratonas de Pernalonga e Patolino

dan_deacon_bromst

(Clique na capa para entrar na cabana)

Julho 7, 2009

Faixa Seis Clássicos I: Miles Davis – Kind Of Blue

(escrito há dois meses)

Começo essa resenha de dentro do carro, a caminho da universidade. Dessa vez a greve da USP me pegou; estou há uns ”bons” 20 minutos parado. Logo, não há nada melhor para fazer do que, obviamente (not), escrever sobre um dos álbuns mais significantes do findo século XX. Kind of Blue, do ingualmente significante Miles Davis.

Miles foi, ao lado de John Coltrane, Thelonious Monk, Art Blakey, Kenny G (ops), um dos nomes mais importantes do jazz. Seus álbuns de meados do século passado foram as bases para estilos como o bebop, hardbop e o cool jazz, o jazz modal, entre outros e até hoje suas melodias e solos aparentemente dissonantes têm enorme relevância, não somente para o jazz, mas para o rock e até música clássica (há quem diga que é um dos álbuns mais influentes que já existiram).

Além de tudo isso, neste ano, este disco deve ser um dos mais relembrados, uma vez que foi lançado há cinquenta anos (foi lançado em agosto de 1959). Vale lembrar também que é sempre a minha escolha de “álbum-para-se-ouvir-quando-se-está-parado-no-trânsito-e-você-não-quer-ficar-estressado-logo-de-manhã (calma, andou um pouco).

Miles Davis é característico. Seu timbre, suas linhas de improviso, a criatividade, tudo é facilmente reconhecível após alguma experiência. Obviamente com o tempo houve mudanças no estilo de jazz que ele seguia, como a passagem do bebop para o modal, mas, no geral, percebe-se uma semelhança, um estilo peculiar. Kind of Blue é um álbum bem complicado, com progessões de acordes, melodias e improvisações. As faixas seguem, de certo modo, um certo conceito, e têm grandes semelhanças. Não cabe aqui descrever a parte técnica, mas, sem dúvida, é um grande marco para o estilo de jazz que obedece a uma progressão de modos musicais.

Acima de tudo, Kind of Blue é extremamente emocionante. Muito agradável para se ouvir, é talvez um dos melhores álbuns para se começar a ouvir jazz, talvez por todas as faixas serem relativamente tranquilas, melódicas, permitindo ao ouvinte entender bem as improvisações. É de uma simplicidade complexa, assim como fez Tom Jobim em suas músicas, que faz com que Davis tenha tanta importância para a música.

Chega de palavras. Ouça tal álbum. Pare qualquer atividade que esteja fazendo, dedique-se ao Kind of Blue, preste atenção, sinta todo o sentimento que conseguiram colocar em tal álbum. Todas as faixas são incríveis, cada uma com suas singularidades. So What, a primeira, é o melhor início que um álbum pode ter.

Miles Davis – A Kind of Blue (1959)

Rating: 5 de 5 semínimas

MilesDavisKindofBlue

(Clique na imagem e ouça)

Julho 1, 2009

O que você ouvirá neste semestre que virá: Passion Pit – Manners

Este post é a definitiva premonição do que você mais ouvirá no segundo semestre de 2009. Mais precisamente depois que acabarem os festivais de verão da Europa (leia-se Glastonbury, Oxegen, Roskilde, Pukkelpop, T in the Park, Lowlands, Reading, Leeds, etc. etc. etc.).E a banda mais ouvida da segunda metade do ano será Passion Pit, junto com Lady Gaga e Michael Jackson (este último só até setembro, outubro). É fato que ouvirá The Reeling, primeiro single e absurdamente dançante, seguindo toda essa linha oitentista que tem aparecido nos últimos anos. E depois baixará o álbum, Manners, e conhecerá as outras boas músicas, como Make Light, primeira faixa, Little Secrets, entre outras boas faixas, em geral com grande apelo dançante. Manners é um álbum cheio de sintetizadores, baterias com o cymbal no contratempo, falsetes, vocoder, calças skinny, wayfarers. Tudo como tem que ser hoje em dia.

Passion Pit segue tudo isso a risca, e o faz muito bem, diga-se de passagem. O quinteto dos Estados Unidos, que lançou neste ano seu álbum, definitivamente aparecerá nos blogs e resenhas de fim de ano, como “um dos dez álbums mais significativos e dançantes de 2009″. E é realmente muito bom, apesar de soar como muitas outras bandas que surgiram nos últimos dois anos. A banda tem sua originalidade, e os membros pouco se parecem com as demais bandas que tocam tal estilo (diferente, por exemplo, de Late of  The Pier – veja a foto). Passion Pit é gostosamente dançante, além de despretensioso, divertido. Por fim, seus shows têm recebido críticas positivas, e incluem fãs cantando as linhas de synth e dancinhas exóticas, obviamente.

Em suma, baixe, aprenda a cantar The Reeling e você estará por dentro da onda hype do segundo semestre de 2009. Seguramente conhecerá uma das músicas mais tocadas nos clubes, festivais, discotecagens, lastfms.

Passion Pit – The Reeling (2009)

Rating: 3 de 5 óculos com aro grosso

Manners

(Clique na capa para fazer seu download)


http://www.pukkelpop.be/

Junho 27, 2009

Don’t Believe The Hype: Bonde do Role – With Lasers

Antes eram apenas dois DJ’s curitibanos que tocaram em uma festa qualquer uma das suas criações, uma música que misturava funk carioca e Daft Punk. Infelizmente, eles não pararam por aí. Chamaram uma vocalista, jogaram tudo no MySpace e assim surgiu o Bonde do Role.

O Bonde do Role é a típica banda fajuta que anda rodeando o mercado fonográfico ultimamente. Muita imagem e pouca qualidade. Música ruim, teor pornográfico escrachado, integrantes descoladinhos, mas com algo de criativo, ousado, e divertidas referências à cultura pop com gírias de internet e vocabulário gay.

Escolhida pela Rolling Stone entre uma das 10 Bands to Watch os Brazilian party starters fazem uma mistura escrota de rock, axé, samplers de rock oitentista (como AC/DC e Alice in Chains), forró e sobretudo funk. São bem vistos na Europa, EUA, Canadá e Japão, talvez por apresentarem um som novo, diferente.

Fui ouvir o álbum ‘With Lasers‘ porque gostava do nome e sempre achei ‘Solta o Frango‘ e ‘James Bonde‘ divertidas.
Mas quando eu pus para tocar, parece que alguem pegou o meu ouvido e espremeu tanto que deu dor de ouvir.

Solta o Frango‘ traz a pérola: ‘Nós é tipo bom Jesus, todo mundo a gente ama, inda mais se for gatinha rola até levar pra cama. A gente topa tudo sapatão à bigodudo, na hora do piriri, cai nimim ô travesti.’

E em ‘James Bonde’: “Arriba! Arriba! James Bond é uma biba! Tatu! Tatu! James Bond dá o cu! Ola! Ola! James Bond chupa rola! Saci! Saci! Saci! James Bond travesti!”

Até aí tudo bem, são as faixas mais legais do álbum, dançantes, divertidas e com letras toleráveis. Dá até pra tirar onda na festa e se arriscar a dançar.

Marina do Bairro‘ é totalmente obscena e não dá pra aguentar todo o talento da voz de Marina Vello, ex-cantora da banda. Com letras gritadas, gemidas e nocivas ao ouvido.

Gasolina‘ é tão confusa com tantos remi-ixe-ixe-ixes. São quatro minutos de frases desconexas e onomatopéias estranhas como ‘Afri-afri-africa bambata, Marina Anfetamina, Mari-mari-mari-na Gasolina’ e Pumpumtchatchicuntchas bizarros.

Bondallica‘ mistura heavy metal e funk. Guitarras pesadas com batidas de funk que parecem tentar entrar em um acordo durante o decorrer da música, mas sem resultado.

Mais um estilo de música que faz sucesso sem merecer. Enquanto aqui é considerado algo como “anti-música”, em muitos lugares lá fora baile funk é tendência. Vai entender.

É o Bonde do Rolê no tamborzão. Alegria, paixão, sedução, direto no seu popozão -NOT

Rating: 1 de 5 bandas de rock de garagem finlandesas

Bonde do Role - With Lasers
(sem download, pro seu próprio bem)

Maio 26, 2009

The Day of Saint: Patrick Wolf – The Bachelor

Com seu estilo neo-electro-chamber-folk (total invenção da minha parte, não se preocupem), Patrick Wolf já atraía a atenção das pessoas que não conseguiam mais se empolgar com os novos trabalhos do Bright Eyes ou procuravam algum artista para se entreter nos intervalos de tempo em que a Björk não lança nada, mas com o alto-astral de The Magic Position, de 2007, o rapaz realmente estourou. Os violinos eram alegres, os arranjos, impecáveis, isso mais a participação de Marianne Faithfull em uma das faixas garantiram seu maior sucesso. De lá para cá, Patrick se desiludiu, quis gravar canções políticas, se apaixonou, quis fazer um disco duplo e rompeu seu contrato com a Universal Music. Toda essa celeuma gerou The Bachelor, álbum mais experimental da sua carreira.

The Bachelor não deveria fazer sentido: tem participações de Alec Empire e Matthew Herbert, gênios eletrônicos, mas, ao mesmo tempo, compete com Wind in the Wires para ser o disco mais folk de Wolf e ainda conta com a atriz Tilda Swinton em interludes falados interpretando uma dita “Voz da Esperança”! Esse conflito de gêneros guia o álbum, numa sucessão de contos sobre batalhas niilísticas, desesperança, sofrimento e fúria, muita fúria. “Vulture”, primeiro single, é uma explosão electro, bem como o é a explícita “Battle”, enquanto “Who Will?” e “Thickets” mostram a faceta sensível do cantor. Quando esses dois lados se encontram, como em “Hard Times” ou “Oblivion”, temos sinceras candidatas à música do ano.

Em tempo: segundo o artista, a idéia do disco duplo não morreu, ele apenas foi dividido. The Bachelor é a primeira parte da obra, que deve terminar com The Conqueror no ano que vem. Enquanto ele não chega, ouça Tilda Swinton no início de “Thickets”, enquanto ela diz calmamente para você ir em frente, e siga em direção a uma jornada musical incrível.

Patrick Wolf – The Bachelor

Rating: 4 de 5 Garurumons.

Patrick_wolf-the_bachelor(Clique na capa para uivar baixar o disco)

Maio 26, 2009

Grizzly Bear de novo? Estreia: Grizzly Bear-Two Weeks

É com grande alegria que trago novidades do Grizzly Bear. No entanto, desta vez a sugestão é de um videoclipe da banda. O último clipe, o primeiro do novo álbum, Veckatimest , lançado oficialmente a 26 de maio. O vídeo em questão é da música Two Weeks, primeiro single. Não pretendo tentar descrevê-lo, ou descrever a música. Simplesmente note a sintonia incrível de ambos, o jeito como o vídeo se encaixou bem com a sonoridade, o clima da música. É mais um dos ótimos e poucos clipes da banda (por favor, assista em HD).

Continuando a seção videoclipes do Grizzly Bear, já que decidi falar sobre a banda e seus clipes, agora é a vez de Central and Remote, do incrível Yellow House (decidi usar a ‘cronologia inversa’ para apresentar os clipes). A música e o clipe são igualmente oníricos, hipnóticos.

Em seguida, vem talvez o clipe mais interessante da banda, e, assim como os outros, se vale do nonsense. É o clipe de Knife, o primeiro a que assisti, e o responsável por me apresentar à banda. Após encontrá-lo em um “Top 10″  dos videoclipes de 2007, em algum blog por aí, procurei conhecer mais de uma das bandas que mais me inspirou ultimamente.

O próximo vídeo é da música Fix It, do primeiro álbum, Horn of Plenty. Outra combinação interessante entre vídeo e música. No entanto, particularmente não acho tão bom, quanto os outros. Ainda assim, segue a linha nonsense/absurdo/inusitado.

Por fim, vem o primeiro videoclipe da banda, a animação de Deep Sea Diver. A música, uma das minhas favoritas do primeiro álbum, é a recompensa maior após ter aberto outros quatro vídeos. O clipe me agrada, acompanha o clima melancólico criado pela música.

Bom, espero que este post seja importante para se conhecer e apreciar um pouco mais dessa ótima banda.

Maio 23, 2009

Adventures of: Sonic Youth – The Eternal

Amém, o novo álbum do Sonic Youth vazou! E eu poderia encerrar o post com somente isso. Afinal, a importância do Sonic Youth para o rock não é novidade, já que, junto com o My Bloody Valentine (mas de uma maneira completamente diferente desse), simplesmente redefiniu o que as guitarras poderiam fazer.

The Eternal, seu décimo quinto disco em quase 30 anos de carreira, representa a volta da banda ao cenário indie, depois de uma temporada na gigante Geffen. Isso deve explicar a motivação presente neste disco. Você é capaz de sentir a energia efervescente de Thurston Moore e cia. em todas as faixas. A faixa de abertura, “Sacred Trickster”, é um exemplo. Kim Gordon abre a faixa entoando “I want you to levitate me”, da maneira sexy que lhe é exclusiva, em meio às guitarras conflitantes. “Anti-Orgasm”, com seu outro extendido, é exatamente o contrário do que seu título sugere e “Walkin Blue”, quase no final do disco, tem o riff mais cantarolável da banda desde “Incinerate”.

No entanto, não se enganem: The Eternal ainda é Sonic Youth pós-série SYR. Nenhuma faixa explode como o material da época do EVOL e talvez isso chateie os fãs xiitas, os mesmos que acharam o Rather Ripped um saco. Quem não tem problema com isso, no entanto, só tem a ganhar.

Sonic Youth – The Eternal (2009)

Rating: 4 de 5 barulhos indescritíveis.

SonicYouthTheEternal

(Por pedido da banda, retiramos o link do site.)

Maio 20, 2009

Finesse and: Depeche Mode – Sounds of the Universe

Ok, primeiramente, os anos 80 se foram… Espera, se foram? O U2 ainda faz turnês de estádio? Faz. A Madonna ainda é uma diva pop? É. Os sintetizadores ainda são a bola da vez? São. Com isso, e com o fato de artistas como Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs terem seus lugares garantidos nas baladas indie, fica mesmo difícil acreditar que os anos 80 um dia fizeram parte do passado.

Dito isso, por que não ouvir Depeche Mode? Fã cativo desses “dinossauros”, com o perdão do cliché, sempre me impressiono com a capacidade deles de se manterem atuais, mesmo com muitos achando-os ultrapassados. Batizaram os anos 80 com seus arranjos impecáveis, abraçaram a distorção de guitarra nos anos 90 e agora viram o synth rock que eles refinaram há 20 anos atrás virar mainstream de novo. Só isso, e, claro, uma vontade incrível de permanecer musicalmente relevantes, que explica a nova guinada que a carreira deles deu com o lançamento do Playing the Angel, em 2005.

Quatro anos depois, eles voltam com esse Sounds of the Universe, uma confirmação de que eles estão nesse século para ficar, mesmo para os mais céticos. “Wrong”, o mais comentado single do DM dos últimos dez anos, sintetiza a batida dark que a banda tem como assinatura. Ademais, “Peace” (um dueto entre o vocalista Dave Gahan e o compositor e multi-instrumentista Martin Gore), “In Sympathy” e a dançante “Fragile Tension” (que cheira a single de final de ano) são destaques. Um triunfo.

Depeche Mode – Sounds of the Universe (2009)

Rating: 4 de 5 tecladinhos doidos.

Sounds_of_the_Universe_Album_Cover

(Clique na capa pra brincar de jogo das varetas)